De acordo com o Crea-CE, Andreson não tem atendido as ligações nem retornado mensagens. “Ninguém conseguiu falar com ele. Não temos relatos de problemas nos serviços que ele fez”, afirma o presidente da entidade, Emanuel Neto.
O POVO apurou que Andreson é recém-formado numa universidade particular de Fortaleza. Tem uma empresa de engenharia, a Alpha, que funciona num escritório compartilhado na rua Barbosa de Freitas, na Aldeota.
No local, uma das sócias do negócio falou que o engenheiro utiliza o espaço virtualmente, apenas para receber correspondências. O valor do aluguel cobrado é de R$ 120 mensais. O contrato foi assinado em junho do ano passado e renovado neste ano.
Procurado pela reportagem, Andreson não atendeu os telefonemas. Numa de suas postagens mais recentes nas redes sociais, datada de 5 de julho deste ano, o engenheiro escreveu: “Só agradecer a Deus por estar trabalhando no que me faz feliz!!!”.
Na mesma plataforma, o profissional divulgava os trabalhos que vinha realizando como engenheiro, da reforma de fachada de edifícios até a pintura de galpões.
O presidente do Crea-CE afirma que uma comissão está reunindo documentação sobre o caso do Edifício Andréa. “Temos uma comissão para averiguar a conduta (do engenheiro)”, disse Neto. Depois disso, o grupo encaminha os papéis para a Câmara de Engenharia Civil, que produz um relatório, levado à Comissão de Ética.
É essa instância que decide pela eventual sanção administrativa a ser aplicada a Andreson, que pode chegar à suspensão de seu registro no Crea-CE.
Na esfera criminal, a Polícia Civil abriu investigação para apurar responsabilidades pelo desabamento. Oito pessoas já foram ouvidas.
O POVO Online