Segundo a Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos de Eletricidade (Abracopel), o Ceará registrou 38 mortes por choque elétrico em 2018, sendo a maioria em áreas residenciais e distantes da Capital. Das 59 ocorrências por causas de origem elétrica, 44 tiveram vítimas, sendo 38 por choque elétrico, quatro por incêndios originados em sobrecarga e duas por descargas atmosféricas - as duas em Fortaleza. Além disso, a capital cearense registrou 14 ocorrências - cinco por choque (com uma morte) e sete por incêndios (com quatro mortes).
O Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica, divulgado este ano, aponta que a maioria dos incidentes ocorrem em residências (casas, apartamentos, sítios, fazendas, etc) - foram 24 ocorrências que vitimaram 18 pessoas. Segundo o engenheiro da área de eficiência energética da Enel Ceará, Marcony Melo, o fato de não haver uma legislação para a fiscalização das residências é o principal problema.
O especialista da Enel aponta que a maior parte dos acidentes ocorre em decorrência de instalações mal feitas. “Os moradores vão ampliando as casas sem o devido estudo na questão das instalações. A maioria desses choques são causados por isso”, relata. A visão é reiterada pelo engenheiro e diretor da Abracopel, Edson Martinho. Segundo ele, com o crescimento urbano desenfreado, as instalações acabam não atendendo às determinações.
Diário do Nordeste