“Como em toda grande operação, agora deixamos nossa homenagem às vítimas”, afirmou o coronel Eduardo Holanda, comandante da operação, durante a primeira homenagem prestada. No local, lágrimas e sorrisos se misturaram entre os voluntários e bombeiros presentes.
Já o grupo de voluntários da área da saúde distribuíram flores e fizeram orações. “Além daquelas pessoas que estavam debaixo dos escombros, esses bombeiros que trabalharam dia e noite também precisavam de ajuda. Nós tentamos, de alguma forma, dar um pouco de conforto a eles”, disse Leila Diniz, uma das coordenadoras do grupo.
A também coordenadora e enfermeira Julyana Freitas detalha como foi o trabalho desses voluntários. “Nós tentamos organizar esse contingente de pessoas que queriam ajudar para que não acabassem atrapalhando. Também tentamos organizar as doações, não faltou nada. Agradecemos muito a solidariedade de todos os cearenses”, afirma.
Segundo Diniz, havia cerca de 50 voluntários por dia somente desse grupo, entre profissionais e acadêmicos de fisioterapia, massoterapia, enfermagem, técnico em enfermagem, medicina e psicologia. “A gente vê que a vida é muito rápida, mas podemos ter esperança sim, porque ainda existem pessoas para ajudar. Quando acontece uma tragédia desse tamanho, a gente tem muita gente para contar. Conseguimos unir nossas forças e trabalhar contra isso. Então, eu vejo que ainda existe amor no mundo”, acrescenta.
Diário do Nordeste