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Demora no atendimento de pacientes com AVC no Ceará dificulta recuperação

Demora no atendimento de pacientes com AVC no Ceará dificulta recuperação

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
06/11/2019 às 19h50 Atualizada em 06/11/2019 às 19h50
Demora no atendimento de pacientes com AVC no Ceará dificulta recuperação
Foto: Reprodução

No Hospital Regional do Cariri (HRC), a demora média é de seis horas, o que dificulta o uso do trombolítico, medicação que minimiza as sequelas. No Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), que atende a pacientes de, pelo menos, 20 municípios cearenses, a avaliação médica na unidade dura 10 minutos, mas o tempo levado para chegar ao local é grande - média de 10 horas.

O quadro se repete na Santa Casa de Misericórdia de Sobral, que atende à região Norte do Estado. Segundo o enfermeiro especialista em urgência e emergência, Aristide Ferreira, "muitos municípios ficam distantes de Sobral, o que torna difícil chegar dentro da janela cronológica de quatro horas e meia". Apesar de ser referência, a Santa Casa ainda não tem um centro de AVC. "Os dados são imprecisos porque ainda não temos estudos sobre esse assunto", finaliza.

O AVC somou 21.770 óbitos no Ceará, de 2015 a setembro de 2019, 46,67% do total de mortes causadas por doenças ligadas ao coração, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

O neurologista Alan Cidrão aponta que a "falha na identificação rápida" pode explicar a situação. Há um cenário em que familiares e pacientes "não valorizaram os sintomas iniciais", circunstância mais comum quando os indícios não estão explícitos ou quando o paciente procura o serviço no seu Município, mas o diagnóstico não é prontamente realizado. Segundo o neurologista, "com isso, ele (paciente) acaba chegando de forma tardia".

Diário do Nordeste