Apenas 1% dos entrevistados disse ter poupança, outros 1%, previdência privada, 1% possui empresa ou negócio próprio, 1% contribui para sindicato rural e 2% têm outras fontes de renda. "A gente discute o quanto essa Previdência é dura. E é verdade. Ela tem muitos componentes difíceis. O problema é o salário mínimo, é o tamanho da renda do brasileiro, que é muito baixa. Isso precisa ser sanado", aponta Célio Fernando, economista e presidente do Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) no Nordeste.
Para o economista, a educação financeira para a Previdência é frágil no País. "Hoje, as pessoas estão mais preocupadas com o carpe diem (desfrute o presente). A preocupação é se eu vou ter dinheiro para poder dar alimento à minha família e dar condições aos meus filhos. Essa é a situação hoje em geral do Brasil".
Do total de cearenses que não contribuem, 71% são do sexo feminino e 43% estão na faixa etária de 16 a 24 anos. Ainda entre aqueles que não pagam, 53% ganha até um salário mínimo e 44% possui escolaridade até o ensino médio.
Por outro lado, o pagamento da contribuição é mais comum entre homens (50%), pessoas com idade entre 45 e 59 anos (75%), com ensino superior completo (71%) e ganhos mensais maiores que cinco salários mínimos (79%).
Diário do Nordeste