Durante o velório que acontece na residência da familía, a aposentada contou o sonho do filho. “O sonho dele era construir uma casinha para ele aqui. Ele sempre me dizia: mãe eu vou para casa e viver aí com meus dois velhinhos. Eu vou estar aí com a mãe, com meus velhinhos, ele nos chamava assim”, disse emocionada. ‘Ele era só bondade. Fazia o bem para as pessoas. Para os amigos. Fizeram uma maldade para o meu filho”, lamentou.
A mãe lembrou que todos os dias o filho se comunicava com a família. Ou muito cedo quando informava que estava saindo para trabalhar, ou quando retornava do trabalho. “Todo dia ele chegava e dizia: mãe estou chegando do serviço. Quando ia sair avisava: mãe estou indo para serviço. A última vez que ele falou comigo foi no dia que aconteceu o negócio com ele”.
O pai do garçom, o agricultor Antônio de Paiva Lima, conversou com o filho dias antes da tragédia. Ele disse que o filho estava cansado de viver no Rio de Janeiro e fazia planos para voltar para o Ceará no início de janeiro do próximo ano. “Pai aqui já estou cansado. Estou querendo ir para ir até o fim do ano, início de janeiro ir embora de vez”, disse.
Protesto e pedido de Justiça
Durante a chegada do corpo em Ipaporanga, amigos, familiares e moradores realizaram uma passeata pedindo justiça. Cerca de 500 pessoas participaram do ato.
Diário do Nordeste