Aos investigadores, diversas vítimas disseram que, para assediá-las, o médium afirmava ter sido marido delas em vidas passadas. Elas também contaram que sofriam uma espécie de “congelamento” e não conseguiam reagir às investidas. Segundo laudo apresentado pelo MP, congelamento é um fenômeno psicológico denominado “imobilidade tônica”, uma reação física de paralisia extrema apresentada por vítimas de abuso. Os advogados de João de Deus admitem que ele tocava as partes íntimas dos pacientes durante o atendimento, mas alegam que os contatos eram feitos sem “libidinagem”.
Nos esforços para garantir a libertação do cliente, a defesa afirma até que João de Deus é impotente desde 2015 e sofre de sérios problemas de saúde, como hipertensão arterial, insuficiência coronária e cardiopatia. Sob a alegação de que ele poderia morrer na prisão por falta de tratamento adequado, os advogados pediram sua transferência para um hospital. No Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, detentos afirmam ter presenciado João de Deus curar um homem “endemoniado’.
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