A confirmação do caso está sendo considerada um "evento de saúde pública grave" pelo ministério por causa da raridade e alta letalidade da doença. Antes desse registro, só haviam sido relatados quatro casos de febre hemorrágica viral no Brasil, o último em 1999.
De acordo com o ministério, o paciente começou a manifestar os sintomas no dia 30 de dezembro de 2019, com quadro de dor ao engolir e no abdômen, náuseas, vertigem e dores musculares. Os sintomas evoluíram para um quadro mais grave, que incluiu febre alta, pressão baixa, confusão mental e hemorragia.
As autoridades sanitárias ainda não sabem como a vítima se infectou. A doença é transmitida principalmente por meio da inalação de partículas formadas a partir de urina, fezes e saliva de roedores infectados, os principais repositórios do vírus.
A transmissão de pessoa a pessoa pode ocorrer quando há contato muito próximo e prolongado ou em ambientes hospitalares, quando não utilizados equipamentos de proteção, por meio de contato com sangue, urina, fezes, saliva, vômito, sêmen e outras secreções, segundo o ministério.
Estadão Conteúdo