Washington entende que precisa de parceiros globais para enfrentar a crise climática, uma prioridade para o presidente Joe Biden, e destaca que o Brasil, umas das 20 maiores economias do mundo, tem a responsabilidade de assumir a ponta na implementação de soluções para esta crise. A Casa Branca diz que o assunto é urgente e não quer ver um plano com medidas apenas para daqui a 5 ou 10 anos.
Integrantes do governo Biden afirmam que a reunião do clima, na semana que vem, pode ser um momento-chave para relacionamento diplomático entre os dois países. O momento, de acordo com eles, é uma oportunidade para o Brasil se posicionar a favor do meio ambiente.
A carta de Bolsonaro chega com sinais de mudança na postura de Brasília. Em reuniões recentes com integrantes do governo americano, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu que o Brasil só se comprometeria com as metas climáticas e a redução de desmatamento se os Estados Unidos pagassem antecipadamente por isso.
Um porta-voz do departamento de estado americano disse à CNN que os Estados Unidos sabem que há custos para proteger a Amazônia e têm a intenção de mobilizar a comunidade internacional para remunerar o Brasil pela preservação da floresta, mas o pagamento será por resultado. Sendo assim, o Brasil só vai receber o dinheiro, quando comprovar que reduziu o desmatamento.
CNN Brasil