A instituição tem realizado semanalmente um questionário para saber sobre a atual situação da pandemia nas cidades brasileiras, encaminhando perguntas para pessoas responsáveis pela gestão de cada região. As respostas divulgadas hoje foram dadas entre os dias 12 a 15 de abril, e mostram que há uma preocupação quanto ao abastecimento de insumos necessários para o processo de intubação, preocupando gestores.
No Ceará, 48 municípios participaram da pesquisa e responderam ao questionário. Desses, 16 (33,3%) alegaram que existe há possibilidade de que os medicamentos faltem ainda nesta semana e 29 (60,4%) disseram que não correm o risco de ficar sem insumos durante o período. Três cidades (6,3%) decidiram não responder a essa questão e se abstiveram.
Além de revelar a preocupação de gestores cearenses quanto a falta dos insumos, o balanço também apontou que existe um risco de faltar oxigênio nas unidades médicas de 16 (33%) dos municípios da Unidade Federativa que responderam ao questionário. Outras 32 cidades (66,7%) alegaram que não enfrentariam escassez do equipamento durante o período.
De acordo com Fábio Rodrigues, fisioterapeuta especialista em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que atua em um hospital de São Paulo, esses insumos que compõe o chamado "kit intubação" são sedativos, anestésicos e bloqueadores musculares. O especialista alerta que os medicamentos são essenciais para que o médico consiga manusear o pescoço do paciente e introduzir o tubo em sua garganta, promovendo a ventilação mecânica- que ocorre quando o enfermo já não consegue respirar sozinho.
O POVO Online