"Os responsáveis por manusear os medicamentos podem se confundir (com as informações em mandarim). O efeito adverso que isso pode causar no paciente é grave. O que estamos fazendo é ajudar para que isso não ocorra", declarou o diretor da Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), Luis Antonio Diogo. Além da SBA, membros da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), do Instituto para Práticas Seguras do Uso de Medicamentos (ISMP-Br ) e da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH) cobraram a tradução.
Estas entidades enviaram um ofício ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), além do Ministério da Saúde, indicando como devem ser colocados os rótulos para evitar os riscos. A Anvisa afirmou que é comum que medicamentos doados sejam entregues em outro idioma. "Compete ao Ministério da Saúde atuar e fazer as discussões da instrução de uso", afirmou.
Doação foi feita por empresários
Diante do cenário caótico enfrentado pela saúde brasileira em meio ao pico da Covid-19 no país, empresários se organizaram e realizaram a doação destes 2,3 milhões de medicamentos do kit vindos da China. O primeiro lote chegou ao Brasil na semana passada e são parte de um total de 3,4 milhões que vai aterrissar no país até o fim do mês. Organizadora da doação, a Vale explicou que os insumos devem ser utilizados em 500 leitos pelo período de um mês e meio.
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