Sobrinha de Cristianny, Clea Gonçalves de Souza contou que a mulher mudou-se para a Europa em 2019, seduzida por uma oferta de emprego na área de limpeza feita por um homem que havia conhecido pela internet. Ainda de acordo com a familiar, a proposta foi feita em português, mas por um rapaz que dizia morar na Bélgica. Ele, inclusive, pagou a passagem para que a mulher fosse para Bruxelas.
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Chegando lá, porém, Cristianny teria sido mantida em cárcere privado. A goiana inclusive contou à família que foi estuprada pelo homem que lhe contratou, um português, de acordo com a vítima. “Ela chegou a relatar para a gente que havia sido estuprada pelo português que tinha feito a proposta de emprego. Ela disse que foram várias vezes”, contou Clea.
Mulher fugiu do cativeiro
Cristianny teria aproveitado um descuido do português para fugir. Ela procurou ajuda da polícia e de um coletivo de brasileiros na Bélgica, que a encaminhou para um hospital. Posteriormente, porém, a mulher foi diagnosticada com o câncer. Segundo Clea, Cristianny acreditava que o tumor era resultado de infecções causadas pelos abusos sofridos. Nos últimos meses, a doença se agravou e a goiana não resistiu. A morte foi confirmada à família no domingo.
"Ela lutou muito, fez quimioterapia e radioterapia, mas há dois meses estava muito debilitada. Ela disse que não tinha mais forças, não respondia ao tratamento”, disse ao G1. A família de Cristianny entrou em contato com o governo para iniciar o processo de transporte do corpo da mulher. A Secretaria de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás explicou que foi notificada sobre a morte e que o processo de solicitação do auxílio funerário está em fase preparatória.
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