Segundo o diretor-presidente do Sintro, Domingos Neto, nesta segunda-feira, 7, foi realizada uma plenária sobre os últimos encaminhamentos da greve. Não há previsão para duração da greve. "Depende da movimentação. A gente não sabe se o Sindiônibus vai voltar à mesa". Segundo ele, o Sintro não foi procurado para mais negociações pelo sindicato das empresas de ônibus.
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A assembleia realizada no último dia 29, com cerca de 200 profissionais, definiu o data da paralisação. O Sintro estima que nos ônibus urbanos e metropolitanos trabalham 7.800 trabalhadores, mas a adesão só poderá ser verificada com o início da greve.
Entre as maiores requisições dos motoristas está a inserção do público como grupo prioritário da vacinação. Na última sexta-feira, 4, o Sintro tomou conhecimento que os trabalhadores estariam fora da categoria após deliberação da Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE). "Isso revoltou a categoria porque já são cerca de 20 mortes de trabalhadores rodoviários", explica Domingos.
O piso dos motoristas de ônibus no Estado é de R$ 2.270. O reajuste requerido pela categoria em relação a 2020 é de 3%. Já sobre 2021, o reajuste pedido é de 9%. Além da questão salarial, os motoristas pedem reajuste na cesta básica e no vale alimentação. Outra reivindicação do Sintro é pela volta à antiga operadora dos planos de saúde dos motoristas.
O POVO Online