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PMs são investigados por estupro coletivo ao darem carona a mulher em viatura, no Ceará

PMs são investigados por estupro coletivo ao darem carona a mulher em viatura, no Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
29/01/2022 às 09h09 Atualizada em 29/01/2022 às 09h09
PMs são investigados por estupro coletivo ao darem carona a mulher em viatura, no Ceará
Foto: Reprodução

As informações foram divulgadas no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta sexta-feira, 28. Todos foram afastados preventivamente de suas funções pelo prazo de 120 dias. Foram retidas as suas armas e instrumentos de trabalho, além de serem suspensas vantagens financeiras eventuais como gratificações.

A CGD identificou os policiais que estavam de serviço na viatura 17651 por meio das escalas do dia e confirmaram que eles estavam trabalhando nessa viatura no dia e horário declarado pela vítima. São eles o subtenente Raimundo Flávio Barros, soldado Israel Pablo dos Santos e soldado Carlos Henrique da Rocha Rodrigues. 

Aviso: neste parágrafo, o texto contém informações que podem ser considerados gatilhos para parte dos leitores. Segundo a vítima, era madrugada e ela se desencontrou de amigos e ficou sozinha na calçada ao lado de um barzinho no Conjunto Ceará. Enquanto aguardava um veículo de aplicativo, a viatura com os três policiais militares se aproximou e eles começaram a conversar. Em seguida, eles ofereceram uma carona afirmando que o destino para onde ela iria estava na rota deles.

Aviso: neste parágrafo, o texto contém informações que podem ser considerados gatilhos para parte dos leitores. Depois que saíram do local, a viatura parou em uma estrada de barro, onde os agentes de segurança pediram para a vítima descer. Não se recordando muito bem o que aconteceu depois, a vítima lembrou apenas que um dos policiais apertou seu seio e ficou sem o short. Ela lembra que foi estuprada pelo motorista da viatura e um segundo policial.

Ela relata que como estava com medo e sob efeito de álcool, não teve reação, e não se lembra se o terceiro homem presente realizou o estupro. Depois do crime, eles a deixaram na casa de uma amiga, onde tomou banho, contou o ocorrido e se dirigiu a uma unidade policial para denunciar o caso.

A vítima realizou o exame de corpo de delito e fez a profilaxia no Hospital São José. A documentação constada nos autos mostrou elementos mínimos de autoria e materialidade, principalmente pelo depoimento da vítima, no Boletim de Ocorrência (B.O) registrado no 10º Distrito Policial. "Em tese a ocorrência de conduta capitulada como infração disciplinar por parte dos militares estaduais acima mencionados, passível de apuração a cargo deste Órgão de Controle Externo Disciplinar", relata a publicação do DOE.

O Povo Online