Terça, 19 de Maio de 2026
20°C 30°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Ceará não deve gastar mais com propaganda até realizar cirurgia em mulher de 80 anos, requer MPCE

Ceará não deve gastar mais com propaganda até realizar cirurgia em mulher de 80 anos, requer MPCE

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
10/02/2022 às 07h48
Ceará não deve gastar mais com propaganda até realizar cirurgia em mulher de 80 anos, requer MPCE
Foto: Reprodução
O Ministério Público do Ceará (MPCE) requereu que o Estado não gaste mais com publicidade e propaganda até que seja realizado um procedimento cirúrgico de substituição da válvula aórtica transcateter em uma mulher cearense de 80 anos — Francisca Oliveira da Silva. Conteúdos relacionados à Covid-19, no entanto, podem continuar sendo veiculados.                                

Em Ação Civil Pública, o órgão ressaltou que a administração pública descumpre liminar, desde o dia 31 de janeiro, que obriga a realização da cirurgia na paciente exposta a risco iminente de vida. O processo também requer que o Estado não gaste com a realização de eventos artísticos e/ou culturais, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

A gestora de recursos humanos Elissandra Silva Soares, neta de Francisca, explica que acompanha o agravamento do quadro de sua avó desde o ano passado. Ela conta que descobriu que precisaria entrar na Justiça para que a cirurgia de Francisca fosse realizada quando a avó ainda estava internada no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, em Fortaleza.

Durante um mês de internação na unidade, a neta reclama que foi informada sobre o estado de saúde de sua avó de forma inadequada pelos funcionários do local. “Ela também não estava aguentando a cama do hospital, porque tem problema de coluna. E antes de ela ir pro leito, ainda passou nove dias em uma cadeira, na sala de medicação”, relembra. Diante desse quadro e do aumento do número de casos da Covid-19, Elissandra resolveu assinar a alta da avó e as duas retornaram para o município de Chorozinho, a 70 quilômetros de Fortaleza.

A neta explica que a avó precisa que o procedimento cirúrgico seja feito por uma técnica alternativa e mais cara, chamada de Tavi (Transcatheter Aortic Valve Implantatation). De acordo com o Hospital de Messejana, a cirurgia difere da convencional por ser feita sem a necessidade de parar o coração, o que diminui os riscos de mortalidade e aumenta as chances de recuperação rápida e qualidade de vida dos pacientes.

O POVO