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Advogado alega "consciência" e rejeita homenagem.

Advogado alega "consciência" e rejeita homenagem.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
06/12/2011 às 14h10 Atualizada em 06/12/2011 às 14h12

O clima de tensão pré-eleitoral parece rondar a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), que enfrenta nova eleição para presidente em novembro do próximo ano. A entidade homenageou, na noite de ontem, 22 advogados e advogadas com a Medalha Professor Advogado Padrão Antônio Martins Filho. Deveriam ser 23, caso Filomeno de Moraes não tivesse recusado a comenda. O advogado e professor alegou “questão de consciência”.  Em maio de 2007, Moraes foi descartado pelo Conselho estadual da Ordem, durante a composição da chamada “lista sêxtupla” de postulantes à vaga de desembargador do Estado, assegurada pelo Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE).
Mais votado pela categoria dos advogados, dentre 12 então postulantes à vaga, Filomeno não passou pelo crivo da Ordem, ficando de fora da lista dos seis nomes que seguiu para o Tribunal.  Entretanto, o advogado negou que o fato tenha motivado sua recusa em receber a homenagem. “Recusei por razão de foro íntimo”, disse Moraes, ao rejeitar a comenda que representa o reconhecimento do trabalho dos agraciados junto à advocacia e ao magistério cearense.  Presidente da Ordem, Valdetário Monteiro soube pela reportagem da recusa de Filomeno, já durante a noite. Contudo, o advogado disse que não teria como comentar o assunto, já que o professor alegou foro íntimo ao recusar a homenagem. “Essa medalha foi criada para demonstrar a valorização do advogado-professor. Uma labuta que não é fácil” , disse. Sobre as razões de Filomeno, o presidente disse que não poderia “especular” sobre o assunto, até porque, em 2007, ainda não estava à frente da Ordem. (O POVO Online/AVSQ).