O Tribunal da 1ª Vara do Júri de Fortaleza acatou integralmente as teses do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e sentenciou o motorista por dois homicídios consumados e oito tentados sob dolo eventual. Para o órgão, o condutor "consentiu com os resultados" produzidos no acidente.
Segundo o MPCE, o réu trabalhava como motorista para uma empresa de eventos e voltava do expediente após consumir bebida alcoólica. O condutor levava carga de mais de duas toneladas na carroceria quando provocou a ação.
Em 2018, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) divulgou haver duas mortes e 13 feridos. O g1 questionou o MPCE acerca do número de feridos, dado que a sentença se refere a oito pessoas atingidas, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O órgão apontou ainda 20 veículos danificados pelo motorista — um a mais que o divulgado pela autarquia.
Como foi o acidente
Testemunhas relataram, à época, que o acidente lembrou cenas de filme de terror. O caminhão arrastou diversos veículos e pessoas pela via, e um criminoso ainda teria aproveitado a situação para furtar a motocicleta de uma vítima.
Uma comerciante escapou do acidente porque o carro dela bateu em um poste, o que teria ajudado a amenizar o impacto da colisão. Apesar de ter sobrevivido, ela visualizou pessoas mortas e com partes do corpo arrancadas no local.
Após o acidente, o motorista do caminhão foi levado sob custódia da polícia para o hospital Instituto Dr. José Frota (IJF). Ele foi autuado na Lei Seca posteriormente. No período, a Avenida Osório de Paiva era considerada uma das vias mais perigosas de Fortaleza. Para deixá-la mais segura, houve implantação de semáforo e redução da velocidade no local para 50 quilômetros por hora (km/h).
G1 CE