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Brasil manda ´mensagem contraditória´ sobre meio ambiente, diz jornal.

Brasil manda ´mensagem contraditória´ sobre meio ambiente, diz jornal.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
07/12/2011 às 12h57 Atualizada em 28/04/2021 às 14h06
A votação no Senado ocorreu com vários dias de atraso por causa do enfrentamento entre os senadores ambientalistas e os ruralistas, e pela avalanche de emendas apresentadas ao Código", diz a reportagem.  "Tantas objeções de última hora ao código, que vinha sendo discutido há dois anos e meio, são o puro reflexo da polêmica desatada no Brasil."  Ainda na Espanha, o andaluz "ABC" chama atenção para a aprovação da lei "que deixa vulneráveis 400 mil quilômetros quadrados da Amazônia, um quinto dela".  Para o jornal, seria como desmatar "uma Alemanha e uma Suíça inteiras".  "Mas há pesquisas que apontam que a área em perigo é de 700 mil quilômetros quadrados, quase uma Espanha e meia desmatada", afirma a reportagem.  "De nada serviram os alertas de diversas organizações não governamentais nacionais e internacionais, ecologistas e da comunidade científica brasileira frente ao poder da indústria agropecuária brasileira no Congresso."  Nos Estados Unidos, o "Wall Street Journal"observou que o código "divide a nação" e levanta "preocupações em relação aos custos ambientais da estratégia do Brasil de empregar seus vastos recursos naturais para gerar crescimento econômico".  "Nos últimos anos, o Brasil abriu novas minas na Amazônia e está investindo dezenas de bilhões de dólares na construção de imensas usinas hidroelétricas na Amazônia para colher o potencial energético dos rios da floresta", nota a reportagem. Devido às mudanças sofridas no Senado, o Código Florestal precisa voltar para a Câmara e seguir para a análise da presidente Dilma Rousseff, que pode sancionar ou vetar trechos do texto. Em sua reportagem, o "Wall Street Journal" chama atenção para o "dilema político" que a tramitação do Código ainda criará para Dilma. "A legislação está de acordo com a visão desenvolvimentista de Dilma, mas sancioná-la corre o risco de alienar os grupos ambientalistas no seu partido de esquerda, que já prometeram pressioná-la para vetar partes do Código." (BBC/AVSQ).