09/12/2011 às 11h08Atualizada em 09/12/2011 às 11h37
Acrescenta que mesmo no caso da castanha de caju, cuja safra se estende até fevereiro, não dá mais para esperar grandes mudanças. Explica que chuvas fora de época, no mês de outubro, em alguns municípios estendendo-se por até três semanas, às vezes de forte intensidade, contribuíram para a elevação da umidade favorecendo as condições para o aparecimento das doenças fúngicas antracnose e do oídio. Esse quadro prejudicou a safra. “Além das doenças, onde ocorreram intensas chuvas houve a queda da floração e de maturis, precedida de ressecamento das flores”, diz o relatório, acrescentando que outras implicações, como o crescimento da vegetação, em que exigiu mais custos para a limpeza da área em volta do cajueiro, os solos encharcados, mantendo uma alta umidade na castanha, dificultando sua secagem ou, por falta de mão-de-obra, dificultaram a coleta da castanha de caju. Regina Dias destaca a diferenciação nas perdas, levando em conta a variedade, o território e a tecnologia. “As perdas não foram uniformes”, afirma, adiantando que elas foram maiores no cajueiro gigante do que no anão precoce e no Litoral.Observa que a produção foi mais afetada no Litoral Oeste. “O cajueiro cultivado organicamente resistiu mais às doenças que aquele cultivado convencionalmente.” (O POVO Online/AVSQ).