Segundo o delegado da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Francis Flávio Freire, os primeiros depoimentos prestados pelas funcionárias pareceram muito fantasiosos, o que fez com que equipes investigassem as informações prestadas por elas.
Para a polícia, as mulheres disseram inicialmente que foram rendidas em um supermercado atacadista, onde faziam compras para a patroa. Elas disseram que estavam em um veículo que era de Andreia. Segundo as funcionárias, quando voltaram para o carro, encontraram dois homens já no veículo. Neste momento, as mulheres foram questionadas pela polícia se o carro estava trancado, mas não souberam responder.
Desconfiados por causa da imprecisão das informações fornecidas pelas mulheres, os policiais verificaram as câmeras de segurança do estacionamento do atacadista e descobriram que antes de finalizar as compras, as mulheres destravaram o veículo usando um controle remoto para que um homem entrasse.
Confrontadas com as informações falsas, elas acabaram revelando o verdadeiro envolvimento no crime. Em um novo depoimento, a mulher de 43 anos contou que havia convidado o cunhado para simular um roubo contra a patroa. Disse ainda que foi ele quem entrou no carro no estacionamento do atacadista e que durante o trajeto até a casa de Andreia eles pararam em uma loja para comprar uma arma de brinquedo.
De acordo com as autoras do crime, o plano era que a mulher fizesse um PIX no valor R$ 20 mil durante o assalto. No entanto, Andreia tentou reagir e acabou sendo morta por estrangulamento pelo cunhado da funcionária.
Após a morte de Andreia, os envolvidos criaram uma história para tentar enganar a polícia. Antes de deixar o local, o assassino ainda levou alguns pertences da vítima. As mulheres foram presas em flagrante pelo crime de latrocínio. Equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) seguem as investigações para localizar e prender o outro envolvido no crime.
Portal G1