Segundo Vicente Nunes, colunista do Correio Braziliense, o convite a Lula partiu do próprio presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, e do primeiro-ministro, António Costa. Os dois defenderam estar com saudades do petista e do Brasil e, por isso, já articulam para que Lula seja recepcionado com todas as honras.
A estratégia é demonstrar ao Brasil a retomada de um acordo bilateral entre os países após a gestão do governo de Jair Bolsonaro (PL) ter enfraquecido os laços. Bolsonaro foi o primeiro presidente eleito a não visitar Portugal desde a redemocratização do Brasil.
O atual presidente também já proferiu ofensas ao presidente de Portugal, o que incomodou a população. Em julho, Bolsonaro cancelou um almoço com Rebelo de Souza, porque este teria um encontro com Lula em São Paulo. Irritado, Bolsonaro indicou que considerava o compromisso desmarcado.
O primeiro-ministro de Portugal chegou a gravar um vídeo declarando apoio a Lula no segundo turno das eleições brasileiras. Na gravação, Costa, que também ocupa o cargo de secretário-geral do Partido Socialista de Portugal, disse ter “saudade das relações de proximidade com o Brasil” e declarou ainda que o mundo precisa de um Brasil que participe das grandes causas da humanidade.
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