Faltavam resultados importantes. E empolgantes. Mas, em 2011, a longa fase de ostracismo das seleções brasileiras de basquete deu indícios de que está chegando ao fim. A despeito das campanhas discretas dos Mundiais no ano anterior e ainda dos fracos resultados nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, a conquista de vagas olímpicas colocou os times feminino e masculino num patamar de glória.
Depois de um hiato de 16 anos, finalmente o Brasil será representado com homens e com mulheres nos torneios de basquete de Londres, em 2012. Agora, resta a tarefa de manter a tendência de alta do basquete brasileiro. O ex-jogador, ex-técnico e hoje comentarista dos canais Espn, Zé Boquinha, defende que, depois de “um ano ótimo”, é preciso ter muito cuidado para que a empolgação não deságue na desilusão. Para Zé Boquinha, é preciso que as seleções brasileiras consigam encadear resultados expressivos. E a consolidação de uma retomada de força do esporte depende de algo mais que os atuais astros. “O basquete brasileiro precisa de uma reformulação no trabalho de base”, analisa. (O POVO Online/AVSQ).