No espectro da comparação o saldo de servidores públicos presos também aumentou: de 124, em 2010, para 225, no ano passado. As informações estão em um relatório produzido a partir apenas das operações da PF, divulgados na madrugada desta segunda-feira pelo jornal
Folha de S.Paulo. O valor provado nas investigações, agora será repassado para o Ministério Público que tem poder para tentar reaver o dinheiro. Para delegados de Polícia Fazendária, área que investiga os desvios de verbas, o mérito do aumento das comprovações do rombo deve-se à adoção de equipes especializadas por alguns estados como Ceará, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo. Nas próximas semanas será criada unidade específica, em Brasília, de Repressão a Desvios de Verbas Públicas. Segundo o delegado Rodrigo Bastos, da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária, as técnicas de investigação da PF estão sendo aperfeiçoadas, devido à reincidência do número de crimes envolvendo verbas públicas em áreas sensíveis para a sociedade. Em 2011 a PF realizou a maior apreensão de dinheiro da história das investigações no Brasil: o equivalente a R$ 13,7 milhões foi encontrado nas casas de auditores da Receita Federal em Osasco, São Paulo, durante a Operação Paraíso Fiscal. O dinheiro era escondido em caixas de leite, fundos falsos de armário e em forros. A partir da operação, o Ministério Público Federal denunciou oito auditores, acusados de selecionar empresas para fiscalização e exigir delas propina para engavetar ou relaxar a cobrança de débitos tributários. Os acusados negam.
Por Kyara Alves - Ceará Agora