
O segundo julgamento da Chacina do Curió se tornou o mais longo da história do Ceará na tarde deste domingo (3), ultrapassando 64 horas no sexto dia de trabalhos desta etapa. A primeira parte aconteceu em junho deste ano, quando quatro policiais militares foram condenados a mais de mil anos de prisão somados. Nesta segunda parte, oito policiais são julgados no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.
A conclusão ainda deve demorar, isso porque restam fazer debates entre acusação e defesa, leitura dos quesitos, votação dos jurados, redação e leitura da sentença. O Tribunal de Justiça do estado explicou que o processo foi desmembrado em três para facilitar a análise e agilizar os trabalhos.
Diariamente, o julgamento é acompanhado por autoridades, familiares das vítimas e dos réus, bem como profissionais da imprensa e público em geral.
A terceira fase está prevista também para este mês de setembro. Mais oito acusados serão submetidos a outro julgamento. Assim, em menos de um mês, 16 acusados do caso devem ser julgados.
A Chacina do Curió ocorreu entre os dias 11 e 12 de novembro de 2015 na região da Grande Messejana. Ao todo, foram registrados 11 homicídios consumados — a maioria, jovens — e três tentados, além de crimes conexos, como tortura.