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Polícia investiga frequentadores e vizinhos de mosteiro assaltado em SP.

Polícia investiga frequentadores e vizinhos de mosteiro assaltado em SP.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
27/01/2012 às 18h20 Atualizada em 27/01/2012 às 19h32
Polícia investiga frequentadores e vizinhos de mosteiro assaltado em SP.
Foto: Reprodução
Segundo Talis Prado Pinto, delegado-assistente da seccional de Jacareí, chama a atenção dos investigadores o conhecimento demonstrado pelos assaltantes sobre a rotina e as hierarquias estabelecidas dentro do mosteiro. “A dinâmica do assalto sugere que os criminosos sabiam quem era quem dentro do mosteiro. Eles (os criminosos) já devem ter ido às missas, devem ter conversado com as freiras ou com alguns dos funcionários. Eles sabiam quem era quem, sabiam que o padre morava naquele ponto, que as freiras dormiam naquela outra casa e que o zelador ficava em outro local”, diz Prado Pinto. Além da disposição geográfica das pessoas pelo mosteiro, o delegado também ressalta a maneira como a ação foi conduzida. Após renderem o zelador, os criminosos passaram pela casa onde sete freiras dormiam na noite de quarta-feira e foram diretamente até a casa do padre Antônio Maria, localizada no alto do sítio. Lá, os assaltantes renderam um dos filhos adotivos do padre para, somente depois, imobilizar com cordas o religioso, que teve as mãos amarradas para trás. “Eles utilizaram o filho pare atrair o padre. Depois, utilizaram o mesmo recurso com as freiras. Fizeram o caseiro bater na porta das freiras dizendo que o padre estava passando mal”, afirma o delegado. Foi assim que a madre superiora do mosteiro, Rosana dos Santos Coelho, destrancou a porta do mosteiro, onde foi também rendida pelos assaltantes. “Os criminosos souberam neutralizar os pontos do convento. Primeiro pegaram o padre, depois renderam as irmãs. Eles podem ter conversado com alguém antes para pegar informações do dia a dia do local, que aparentemente conheciam bem”, diz o delegado Prado Pinto.
G1