As entidades pediam que o Ministério Público apurasse se a corregedora cometeu algum crime ao investigar a evolução patrimonial de juízes e servidores. Elas alegam que houve quebra ilegal de sigilo de mais de 200 mil pessoas. A solicitação foi encaminhada à Procuradoria na mesma semana em que o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deu liminar suspendendo o pente fino nas folhas de pagamento em 22 tribunais do país. Segundo a procuradoria, a ministra Eliana Calmon não foi a responsável pela instauração do procedimento que levou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a analisar dados de magistrados e servidores. O autor do pedido ao Coaf foi, à época, o então corregedor Gilson Dipp. A minista apenas recebeu o resultado da apuração ao assumir a corregedoria do CNJ meses depois.
Diário do Congresso