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Homem pediu para ser morto por PMs após arrancar coração de esposa

Gerente comercial Marcelo Nistarda Antoniani da Silva, de 49 anos, admitiu assassinato de companheira no momento de prisão em flagrante

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: Metrópoles
29/02/2024 às 10h44
Homem pediu para ser morto por PMs após arrancar coração de esposa
Foto: Reprodução

Minutos após o gerente comercial Marcelo Nistarda Antoniani da Silva, de 49 anos, esfaquear até a morte a esposa e arrancar coração e vísceras dela, com quem foi casado por 29 anos, policiais militares chegaram à residência invadida por ele, em Tupã, interior de São Paulo, no fim da tarde de segunda-feira (26/2).

Os PMs relataram, que o assassino saiu com as mãos para cima, manchadas com o sangue da vítima, assim como o seu rosto, enquanto afirmava que “teria feito merda”. Ele, ainda de acordo com os policiais, teria pedido para ser morto no local. O gerente estava “alterado”. Por isso, precisou ser imobilizado e, em seguida, algemado.

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Assim que entraram na casa, os policiais se depararam com o corpo de Milena Dantas Bereta Nistarda da Silva, 53 anos, “dilacerado”, ainda conforme relatado pelos militares à Polícia Civil.

Milena denunciou à polícia, horas antes do homicídio, que era obrigada a manter relações sexuais com o homem, “mesmo contra sua vontade”.

Diferentemente do que era compartilhado nas redes sociais do casal, nas quais ambos apareciam abraçados e sorrindo, a vítima vivia sob constante monitoramento do marido.

A dona de casa ainda relatou que vivia em cárcere privado, além de ter o celular monitorado pelo marido. Ela registrou boletim de ocorrência de violência psicológica contra o gerente e solicitou medida protetiva contra ele, que a assassinou horas depois.

Há cerca de 10 anos, a vítima já havia registrado um B.O. de agressão contra Marcelo, como consta em registros policiais.

O caso foi registrado como homicídio duplamente qualificado por ser praticado à traição e por feminicídio, quando a vítima é morta simplesmente por ser mulher.