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Assassino de Eloá tem pena máxima.

Assassino de Eloá tem pena máxima.

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
17/02/2012 às 07h30 Atualizada em 17/02/2012 às 07h30
Assassino de Eloá tem pena máxima.
Foto: Reprodução
Na sentença, a juíza Milena Dias afirmou que o ex-motoboy agiu com frieza e causou enorme transtorno para a sociedade e para o Estado. "O réu agiu com frieza, premeditadamente, em razão de orgulho e egoísmo", disse a magistrada.  A mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, mostrou-se aliviada após o anúncio da sentença. "Nada vai superar a minha dor. Não vou ter a minha filha de volta, mas pelo menos vou ter justiça", ressaltou.  O acusado ouviu a sentença de cabeça baixa, enquanto Ana Cristina chorava e era cumprimentada por quem assistia ao último dia de julgamento.   Cerca de 400 pessoas acompanharam o andamento em frente ao Fórum de Santo André (SP) para ouvir o resultado do júri, transmitido ao vivo por veículos de comunicação de todo o País. Ontem, após 50 horas de julgamento, os jurados acolheram a versão apresentada pela promotora Daniela Hashimoto. Durante 90 minutos, ela citou depoimentos das vítimas, laudos periciais e gravações do processo de negociação para comprovar que o acusado planejou matar Eloá.  Com a arma usada pelo acusado nas mãos, a promotora ressaltou a personalidade agressiva do réu, que tratava a vítima como um objeto e apenas confessou o crime para atenuar sua pena, sem nenhum arrependimento.  "Vocês acreditam nesse rapaz bonzinho, que queria se encontrar com a namorada escondidinho e só agora pede perdão, diante da mídia? Ou acham que ele é uma pessoa dissimulada, manipuladora, que tirou o irmão de cena para assegurar que Eloá não seria avisada?", questionou Daniela. As contradições entre as versões de Lindemberg e das vítimas e testemunhas foram exploradas pela promotora. Além de negar a reconciliação e, portanto, a suposta traição relatada pelo acusado como estopim para o cárcere, ela rebateu que a arma tivesse sido apontada às vítimas para acalmá-las. "Vocês ficam calmos diante de uma arma?".  Ao comentar o desfecho da ação, a promotora ressaltou que Lindemberg nunca quis se entregar de fato. "Mesmo recebendo todas as garantias, ele se negava a cumprir a palavra dada. No dia 17 de outubro, com a arma em punho, arrastou a mesa para trás da porta e pediu pela invasão".  Naquele momento, segundo a acusação, ele sabia que não teria outra chance de matar Eloá e Nayara e, então, atirou. "A arma usada por Lindemberg tinha quatro cartuchos. Todos foram disparados, mas um picotou. Só depois de descarregar a arma é que a jogou no chão. Sabia que não teria outra chance de matar". Por sorte, segundo ela, um dos disparos picotou (falhou). "Foram dias de tortura, a ponto de Eloá pedir para ser morta".

Diário do Nordeste