
A CPI da Enel, que foi instalada na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), entregou o relatório final que pede o fim do contrato de concessão da empresa no estado do Ceará. O documento foi apresentado ainda nesta terça-feira (7) e votado por unanimidade, pela comissão.
O relatório final pede a avaliação judicial contra a Enel Ceará ao Advogado-Geral da União, Jorge Messias. A justificativa é “rescindir o contrato de concessão e solicitar a abertura de processo administrativo disciplinar na Aneel. […] seja declarada caducidade do contrato de concessão da referida concessionária”.
O documento solicita que o Ministério de Minas e Energia analise com “urgência em adotar as providências necessárias para efetivar o pedido de caducidade do referido antes de 2028, por quebra contratual”. Além disso, é requerido que a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) requisite a não aprovação da renovação do benefício fiscal para a Enel Ceará. A empresa teria recebido maias de R$ 800 milhões da Sudene e “em vez de contribuir para o desenvolvimento do Estado, tem causado inúmeros prejuízos e efetivamente atrasado esse processo em todo o Estado”, ressalta o texto do documento.
Ao Ministério Público do Ceará (MPCE) e a Defensoria Pública do Ceará, o relatório final da CPI que pede o fim do contrato da Enel solicita o ajuizamento da ação por danos morais coletivos por prejuízos contra a população do Ceará, cometidos pela empresa. Dentre as razões estão “má qualidade dos serviços prestados, os inúmeros incidentes de apagões nos últimos anos e a falta de energia recorrente de maneira difusa em todas as regiões do Estado nos últimos feriados”.
O documento é endereçado ao Governo do Estado também, impetrando que a Enel Ceará receba prazos para regularizar as 81 obras atrasadas do Plano Anual de Investimentos Especiais.
A Enel também recebe uma série de solicitações do relatório final da CPI. Dentre os pedidos, estão a criação de gabinete de crise para acompanhar as pendências de execução do Plano Anual de Investimentos Especiais; criação de canais específicos para atendimento exclusivo e o investimento de percentuais superiores a 21,23% da receita operacional líquida.