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Energia da baixa tensão rural deve ser única a subir

Energia da baixa tensão rural deve ser única a subir

02/03/2012 às 08h24 Atualizada em 21/03/2020 às 12h01
Por: Thiago Rodrigues
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Embora a tarifa de energia do cearense possa vir a ter uma redução média de 10,16%, segundo o índice preliminar de revisão tarifária da Companhia Energética do Ceará (Coelce), proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores de baixa tensão do meio rural poderão vir a sofrer um impacto para mais de 8% sobre o que pagam pela conta de luz.
O dado é do Conselho de Consumidores da Coelce, tendo base cálculos da própria companhia. Segundo o vice-presidente do Conselho, Erildo Pontes, esta é a única classe de consumidores que tem proposta preliminar com variação positiva. "O que nos preocupa, porque mais de 90% dos usuários rurais são de baixa tensão, correspondendo às pequenas propriedades de produtores", destaca.  Ao mesmo tempo, completa, os de média e alta tensão, também do meio rural, têm propostas preliminares de queda nas suas tarifas: de 12% e 30%, respectivamente. Já os da classe residencial tem índice preliminar de -9% e os dos setores comercial e industrial de -3,3%.

Audiência pública:  Os números serão discutidos hoje em audiência pública, em Fortaleza, a partir das 8h30 no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). A sessão presencial será conduzida pelo diretor da Aneel André Pepitone da Nóbrega, e tem por objetivo colher contribuições de consumidores e representantes de instituições públicas e privadas, de órgãos de defesa do consumidor, de associações de moradores e dos demais segmentos da sociedade civil para o processo de revisão da concessionária.  De acordo com Erildo Pontes, a crítica para o modelo é que "as variações sobre as tarifas de energia, sejam elas revisão ou reajuste tarifário, deveriam ocorrer de forma mais equilibrada, correspondendo à realidade do País". "Esse modelo precisa ser revisto. Uma hora é para cima, em outra para baixo. Então, quem pode estar comemorando agora, com uma possível queda no valor, pode ter um aumento na oportunidade seguinte", afirma.

Diário do Nordeste
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