Por: Thiago Rodrigues
02/03/2012 às 08h26 Atualizada em 02/03/2012 às 08h26
Por 11 anos consecutivos, os problemas relativos a planos de saúde lideraram o ranking de reclamações do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) no País. Mas, em 2011, o histórico topo deu lugar ao setor financeiro. Os problemas com instituições bancárias representaram 16,64% do total de queixas registradas no ano passado.
De acordo com o levantamento, os principais motivadores das ´dores de cabeça´ foram cobrança indevida, débito não autorizado, taxas de juros exacerbadas, além de renegociação de dívidas. Apesar de não figurar no auge da lista, o segmento de planos de saúde segue como alvo intenso de protestos por parte dos consumidores, sendo responsável por 16,02% das reclamações. Negativa de cobertura de procedimentos, reajuste de mensalidades, demora para a realização de consultas são os principais problemas verificados pelo Idec. Outra insatisfação de destaque foi a dificuldade dos clientes em migrar de operadoras de plano.
Atendimentos: No total, foram contabilizados 16 mil atendimentos pelo Idec no ano passado, sendo 5.828 consultas administrativas e 10.177 orientações, dentre as quais, informa o Instituto, 5.258 foram sobre problemas ou dúvidas de consumo e 4.919 sobre o andamento dos processos judiciais movidos pelo Idec. Em terceiro lugar, apareceram os produtos eletrônicos, que vêm galgando posições no ranking. As principais demandas deste segmento continuam sendo prazo de entrega não respeitado, garantia e troca. Os aparelhos de telefonia celular foram responsáveis pela maioria das reclamações.
Agências falham: "O ranking de atendimentos do Idec, assim como os de outros órgãos de defesa do consumidor, mostra que as agências reguladoras de planos de saúde (Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS) e de telecomunicações (Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel), e o Banco Central (responsável por fiscalizar o setor financeiro) não estão cumprindo adequadamente o seu papel", avalia Karina Alfano, gerente de relacionamento do Idec. "A identificação desses problemas pelo Idec reforça a importância de órgãos fiscalizadores para se fazer cumprir o que rege o Código de Defesa do Consumidor", completa.
Diário do Nordeste