
No último mês de agosto, a auxiliar administrativa Antônia Edilene saiu da prisão após dois anos e sete meses reclusa, condenada por um crime que não cometeu: omitir o estupro da própria filha, ocorrido em 2012, em Fortaleza.
O estupro foi cometido pelo então namorado de Edilene, quando a filha tinha 12 anos de idade. “Ele se aproveitou muito da minha confiança que eu dei a ele. E da minha ausência. Trabalhava muito, saía de casa às 5 da manhã, chegava às 7 da noite. Quando eu chegava, meus filhos estavam todos dentro de casa. Só que eu chegava cansada. Não tinha tanto acompanhamento. O meu erro foi esse”.
“Quando eu soube, assim, o chão sumiu dos meus pés. Desmoronou tudo na minha cabeça. Minha reação foi procurar o monstro, o covarde, o qual fez esse ato comigo, com minha filha. Fui lá, fui procurar a defesa cabível para ela”.
Ela conta que foi imediatamente ao bar onde o ex-namorado trabalhava, gritando e chegando a agredi-lo, o que fez com que algumas pessoas presentes a segurassem.
Na época, Edilene prestou depoimento e foi liberada. Apenas o abusador foi denunciado.