
A gestão da prefeita Lívia Muniz, em Pires Ferreira, tem sido alvo de investigações do Ministério Público do Ceará (MPCE) nos últimos três anos. Desde 2024, a Prefeitura já foi alvo de quatro operações conduzidas pela Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP). A primeira ocorreu em junho de 2024, seguida por uma segunda em novembro de 2025. Mais recentemente, duas novas ações foram realizadas em um intervalo de uma semana: no dia 27 de janeiro e na última terça-feira (3).
A operação de junho de 2024 e as duas mais recentes fazem parte da operação “Continuum”, que investiga supostas irregularidades em processos licitatórios relacionados à contratação da empresa responsável pela limpeza pública do município, que presta serviços desde 2010. Segundo o Ministério Público, ao longo de 14 anos, os valores pagos ultrapassam R$ 13 milhões, com indícios de sobrepreço.
Ainda conforme o MP, as investigações também apontam possível inexecução contratual e a ocorrência do crime de peculato, ou seja, o desvio ou apropriação de um bem público em proveito próprio ou alheio.
Já a operação deflagrada em novembro de 2025, denominada “Espectro”, apura suspeitas de irregularidades na contratação de máquinas pesadas pela Prefeitura de Pires Ferreira. O foco da investigação é a suspeita de superfaturamento e inexecução contratual de serviços de contratação de máquinas pesadas.