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Polícia suspeita que executivo da Yoki foi decapitado ainda vivo

Polícia suspeita que executivo da Yoki foi decapitado ainda vivo

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
14/06/2012 às 22h39 Atualizada em 14/06/2012 às 22h50
Elize Matsunaga foi presa temporariamente no último dia 11, acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga, no dia 19 de maio. A prisão foi decretada por cinco dias e depois prorrogada até 24 de junho. A acusada será indiciada por homicídio qualificado (cuja pena pode variar de 12 a 30 anos), com uma série de agravantes, como ocultação de cadáver, motivo fútil e esquartejamento. Elize está no Centro Penitenciário Feminino de Itapevi (SP).Elize teria matado o ex-diretor da Yoki Alimentos com um tiro de calibre 380 na cabeça após uma briga por causa de um caso extraconjugal mantido pelo empresário. O casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 19 de maio, na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida. Na noite do dia 19, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então.Segundo os policiais, o tiro fatal aconteceu por volta das 20h, quando só estavam no apartamento Elize, Marcos e a filha (dormindo em outro quarto). Elize deixou o corpo por dez horas em um dos quartos. Depois, o arrastou até outro cômodo da casa, onde o esquartejou. Neste momento, outra babá já estava no apartamento (chegou por volta das 5h30 do dia 20), mas ela não ouviu nenhum barulho, pois a residência é muito grande. No dia 20, Elize deixou o apartamento por volta das 11h30, carregando malas, e ficou ausente por 12 horas. Ela só retornou às 23h50, sem as malas.No dia 27 de maio, várias partes do corpo de Marcos foram encontradas na região de Cotia, inclusive a cabeça. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário. De acordo com os investigadores do DHPP, durante toda a madrugada da última terça-feira foram feitas diligências pelos policiais no apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo, nas quais foi utilizado luminol, um reagente químico que localiza manchas de sangue.

iG