
A pouco mais de uma semana para deixar o comando do Ministério da Educação, Camilo Santana desembarca no Ceará, na primeira semana de março, com agenda voltada às articulações políticas para a formação da chapa majoritária que terá o governador Elmano de Freitas como pré-candidato à reeleição ao Palácio da Abolição.
Uma das principais missões de Camilo é convencer o senador Cid Gomes (PSB) a concorrer à reeleição. Cid chegou a lançar o nome do deputado federal Júnior Mano como alternativa, mas viu dificuldades para o apadrinhado se viabilizar com candidatura majoritária. Outro nome para a chapa ao Senado é do deputado federal Eunício Oliveira (MDB),
Júnior, após denúncias envolvendo supostas irregularidades na aplicação de recursos de emendas parlamentares, perdeu força e estímulo para alçar voo mais alto na política e já teria dito ao próprio Cid que o seu destino é mesmo permanecer na Câmara Federal.
Considerado o ministro com melhor atuação e mais visibilidade no Governo Lula, Camilo mantém popularidade em alta no Ceará e, nas eleições de 2026, estará à frente do palanque para ajudar Elmano e Lula a conquistarem uma vitória nas urnas.
Além de trabalhar para consolidar o apoio integral do PSB, Camilo vai intensificar articulações para ampliar a base partidária alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de fortalecer o palanque tanto no Ceará quanto no cenário nacional.
Enquanto Camilo já desenha as alianças para reeleger Elmano e eleger dois nomes ao Senado, a oposição também se movimenta e repara uma sinalização clara do ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB). Ciro é citado como pré-candidato a governador, mas em nenhum momento assumiu essa condição, o que ainda deixa a oposição na incerteza.
Ciro trabalha para garantir uma aliança do PSDB com o União Brasil e PL e tem esperanças de cobrar com o PP. O tucano administra, também, divergências com o irmão Cid.
Ciro classificou a relação como “inconciliável”, enquanto Cid reafirma que seguirá ao lado dos “progressistas do Ceará e do Brasil”, aliança que remonta à eleição municipal de 1996, em Sobral, quando foi eleito prefeito com apoio do PT.
A expectativa é de que até o final de maio estejam mais claras as definições sobre as pré-candidaturas que irão compor a chapa governista na disputa pelo comando do Ceará.