Sexta, 27 de Fevereiro de 2026
22°C 30°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Caso Flávia Sena: marido é condenado a 25 anos por feminicídio em Varjota

Flávia foi encontrada morta no dia 25 de outubro de 2023, após sair de casa na noite anterior para caminhar, na cidade de Varjota.

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia
27/02/2026 às 10h37 Atualizada em 27/02/2026 às 10h48
Caso Flávia Sena: marido é condenado a 25 anos por feminicídio em Varjota
Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça condenou Rafael Machado Ramos de Vasconcelos a 25 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da esposa, a professora Flávia Maria Lopes de Sena Vasconcelos, de 49 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (26), no Tribunal do Júri da Comarca de Reriutaba.

De acordo com a sentença da Vara Única da Comarca de Reriutaba, o crime foi considerado homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de feminicídio, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O documento também aponta que o acusado teria dopado a vítima para facilitar a execução do crime.

Flávia foi encontrada morta no dia 25 de outubro de 2023, após sair de casa na noite anterior para caminhar, na cidade de Varjota. A professora foi atingida por oito facadas. Ela deixou dois filhos, frutos de um casamento de cerca de 23 anos.

Continua após a publicidade
Anúncio

Durante o período em que a professora esteve desaparecida, Rafael chegou a comunicar o sumiço à polícia e publicou mensagens nas redes sociais afirmando que a esposa havia saído para caminhar e não retornara. No entanto, imagens de câmeras de segurança contradisseram a versão apresentada, o que levou à prisão do suspeito três dias após o desaparecimento.

Na sentença, a Justiça destacou que o acusado tentou simular o desaparecimento da vítima para ocultar a autoria do crime. “O réu simulou o desaparecimento da vítima, tentando ocultar a autoria do delito, denotando frieza na execução do crime. As circunstâncias do crime são desfavoráveis, já que o modus operandi denota um planejamento prévio para o cometimento do crime, onde o acusado dopou a vítima para facilitar a execução do delito”, diz um trecho da decisão.

A advogada Antônia de Maria, que atuou como assistente de acusação no julgamento, destacou que nenhuma pena é capaz de devolver a vida da vítima, mas afirmou que a condenação representa um passo importante na busca por justiça.