
A Justiça condenou Rafael Machado Ramos de Vasconcelos a 25 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da esposa, a professora Flávia Maria Lopes de Sena Vasconcelos, de 49 anos. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (26), no Tribunal do Júri da Comarca de Reriutaba.
De acordo com a sentença da Vara Única da Comarca de Reriutaba, o crime foi considerado homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de feminicídio, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O documento também aponta que o acusado teria dopado a vítima para facilitar a execução do crime.
Flávia foi encontrada morta no dia 25 de outubro de 2023, após sair de casa na noite anterior para caminhar, na cidade de Varjota. A professora foi atingida por oito facadas. Ela deixou dois filhos, frutos de um casamento de cerca de 23 anos.
Durante o período em que a professora esteve desaparecida, Rafael chegou a comunicar o sumiço à polícia e publicou mensagens nas redes sociais afirmando que a esposa havia saído para caminhar e não retornara. No entanto, imagens de câmeras de segurança contradisseram a versão apresentada, o que levou à prisão do suspeito três dias após o desaparecimento.
Na sentença, a Justiça destacou que o acusado tentou simular o desaparecimento da vítima para ocultar a autoria do crime. “O réu simulou o desaparecimento da vítima, tentando ocultar a autoria do delito, denotando frieza na execução do crime. As circunstâncias do crime são desfavoráveis, já que o modus operandi denota um planejamento prévio para o cometimento do crime, onde o acusado dopou a vítima para facilitar a execução do delito”, diz um trecho da decisão.
A advogada Antônia de Maria, que atuou como assistente de acusação no julgamento, destacou que nenhuma pena é capaz de devolver a vida da vítima, mas afirmou que a condenação representa um passo importante na busca por justiça.