Queiroga foi padrinho de casamento de Leão, quando o juiz atuava como advogado em Brasília. Mais cedo, a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou que se ficasse comprovada uma relação de intimidade, Leão não poderia ficar responsável pelo caso.Calmon disse que precisava avaliar o caso, mas disse que "ouviu dizer" que um telefone de Leão havia caído nos grampos.Apesar de a Monte Carlo estar sob a responsabilidade da 11ª Vara, Leão não atuou no caso. O responsável pela investigação era o juiz substituto Paulo Augusto Moreira Lima, que deixou o caso em 14 de junho. No dia anterior, ele enviou um ofício à corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), pedindo para sair do caso, pois estava sofrendo ameaças. "É de gravidade qualificada. Não se pode ameaçar, do ponto de vista da integridade física, moral ou psicológica, nenhum julgador e sua família. Diante da gravidade incomum dos fatos, a corregedora nacional de Justiça está à frente da apuração dos fatos".Calmon, por sua vez, afirmou que irá ouvir o juiz sobre as ameaças e que entraria em contato com a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).
Diário do Nordeste