
Após controvérsias, o setor de supermercados e de grandes farmácias passou a concordar acerca da comercialização de produtos farmacêuticos dentro dos varejistas de alimentos.
A concordância ocorreu devido às novas regras adicionadas ao Projeto de Lei (PL) 2158/23, que foi aprovado nesta segunda-feira, 2, pela Câmara dos Deputados e segue para sanção presidencial.
No PL, agora, conforme o divulgado pelo legislativo federal, está prevista a necessidade da presença de um farmacêutico e de um local diferenciado para os medicamentos, que não estarão diretamente nas gôndolas.Assim, os produtos deverão ser vendidos em farmácia ou drogaria, separados dos demais setores, e cumprir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Para os remédios de controle especial, as regras são mais rígidas. Nessas situações, quando há retenção da receita médica, o texto determina que a entrega do remédio só aconteça após o pagamento.
Tais medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento da drogaria até o local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e identificável.
O CEO afirmou, dessa forma, que no entendimento da associação, “o texto aprovado na Câmara dos Deputados significa um grande avanço em relação aos diversos projetos em discussão no passado”.E acrescentou: “O PL 2158/33 atendeu a pontos fundamentais levantados pela Abrafarma nos últimos anos: respeito a normas sanitárias, assistência do farmacêutico de forma contínua, garantia de segurança e rastreamento dos medicamentos. Exatamente como qualquer farmácia já faz.
Já para o farmacéutico e presidente da Farmácia Santa Branca, Maurício Filizola, a presença de mais participantes em um mercado inelástico ameaça reduzir participação de alguns empreendimentos, mas o relacionamento com o cliente será um diferencial.
"Isso acaba tirando mercado de um e transferindo para outro, mas vai depender muito do relacionamento de proximidade que você tem com o cliente. E nisso as pequenas e médias (farmácias) tem um papel muito importante", comenta o empresário.
"Claro, nós temos que procurar cada vez mais fazer um trabalho diferenciado, com mais serviços farmacéuticos integrados a nossa rede para cada vez mais concorrer", conclui.
Procurada pela reportagem, a Rede Saúde, responsável pela Drogasil e Droga Raia, afirmou que a Abrafarma fala em nome do setor. A empresa não fez comentário adicional.Sobre o assunto também foi contatada pelo O POVO a farmácia Pague Menos. Porém até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto.