Além de destruírem mesas e cadeiras, o trio espalhou documentos pelo chão. Eles foram encaminhados à Central de Polícia.A polícia cercou o prédio para evitar novo tumulto e o trânsito na região chegou a ficar congestionado. A paralisação chegou hoje ao ser terceiro dia. Os 30 médicos legistas querem aumento nos salários e melhores condições de trabalho. Na noite de sexta-feira, parentes de mortos que esperam há dias pela liberação dos corpos bloquearam a avenida Siqueira Campos, nas proximidades do instituto em Maceió. Eles exigiram uma solução para o impasse. O diretor do IML da capital, Luiz Mansur, teve que deixar o local escoltado por policiais.Em nota, o Sindicato dos Médicos de Alagoas disse que os médicos legistas não voltam ao trabalho por faltar estrutura. "A própria população sofre com a falta de condições de funcionamento dos IMLs de Maceió e de Arapiraca. A falta de estrutura atrasa a liberação de corpos e a realização de exames de corpo de delito e conjunção carnal. Os parentes são obrigados a ver os corpos de seus familiares jogados no chão por falta de local para acomodá-los. Isso é um desrespeito, que aumenta ainda mais o sofrimento de quem já está ali por que perdeu alguém da família. Faltam médicos, falta material, as geladeiras vivem quebradas, a água utilizada nos exames cadavéricos é jogada na rua, corpos apodrecem no quintal do IML de Maceió", disse o presidente do Sindicato dos Médicos, Welington Galvão.O IML de Alagoas funciona há 80 anos em um prédio emprestado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O prédio não tem raio-X e os corpos são autopsiados com faca peixeiras e conchas de feijão. O governo promete a construção de um novo instituto, mas o novo local não tem alvará para funcionamento. A sede vai custar R$ 4,5 milhões, sem data para sair do papel.
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