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Advogada e mãe mortas: empresária apontada como mandante segue foragida e na lista de mais procurados do CE após três anos

Rafaela Vasconcelos de Maria e Maria Socorro de Vasconcelos foram assassinadas por um grupo de extermínio. O motivo seria o interesse romântico da acusada Maria Ediane no marido da advogada

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: G1 Ceará
24/03/2026 às 16h37
Advogada e mãe mortas: empresária apontada como mandante segue foragida e na lista de mais procurados do CE após três anos
Foto: Reprodução

As mortes da advogada Rafaela Vasconcelos de Maria, de 34 anos, e da mãe dela, Maria Socorro de Vasconcelos, 78, completaram três anos nesta terça-feira (24). Elas foram assassinadas em Morrinhos, no interior do Ceará. A mandante do crime é apontada como a empresária Maria Ediane da Mota Oliveira, que segue foragida e consta na lista de criminosos mais procurados da polícia do Ceará.

A principal linha de investigação da polícia é que Maria Ediane, empresária do ramo de loterias e jogo do bicho, possuía interesse em se relacionar com o marido de Rafaela, um tenente-coronel da Polícia Militar. Por isso, ela teria contratado um grupo de extermínio para matar a advogada. O grupo era formado por cinco homens - sendo três deles policiais militares.

O grupo passou dois meses investigando a rotina da advogada. A polícia encontrou, nos aparelhos celulares dos suspeitos, fotos da advogada, do local de trabalho e da residência dela. Segundo a polícia, a empresária pagou R$ 70 mil para o grupo de extermínio.

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Em 2023, cinco suspeitos foram capturados. Eles foram identificados como:

  • O sargento da PM Amaury da Silva Araújo;
  • O soldado da PM Daniel Medeiros de Siqueira;
  • O sargento da PM Edilson Barbosa da Luz;
  • Reginaldo Cavalcante dos Santos;
  • José Elton Cavalcante Mano da Silva.

Em janeiro de 2025, a Justiça decidiu que os cinco réus devem ser levados ao tribunal do júri. A defesa deles recorreu, mas, em fevereiro do mesmo ano, a 1ª Vara da Comarca de Marco manteve a decisão. O julgamento ainda não tem data definida.

Na última segunda-feira (23), a Justiça também manteve a prisão preventiva dos cinco homens capturados.

Em nota, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) informou que foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário o inquérito policial que apura as mortes. A CGD disse, ainda, que foi instaurado processo disciplinar para apuração na esfera administrativa, que permanece em trâmite.