
As mortes da advogada Rafaela Vasconcelos de Maria, de 34 anos, e da mãe dela, Maria Socorro de Vasconcelos, 78, completaram três anos nesta terça-feira (24). Elas foram assassinadas em Morrinhos, no interior do Ceará. A mandante do crime é apontada como a empresária Maria Ediane da Mota Oliveira, que segue foragida e consta na lista de criminosos mais procurados da polícia do Ceará.
A principal linha de investigação da polícia é que Maria Ediane, empresária do ramo de loterias e jogo do bicho, possuía interesse em se relacionar com o marido de Rafaela, um tenente-coronel da Polícia Militar. Por isso, ela teria contratado um grupo de extermínio para matar a advogada. O grupo era formado por cinco homens - sendo três deles policiais militares.
O grupo passou dois meses investigando a rotina da advogada. A polícia encontrou, nos aparelhos celulares dos suspeitos, fotos da advogada, do local de trabalho e da residência dela. Segundo a polícia, a empresária pagou R$ 70 mil para o grupo de extermínio.
Em 2023, cinco suspeitos foram capturados. Eles foram identificados como:
Em janeiro de 2025, a Justiça decidiu que os cinco réus devem ser levados ao tribunal do júri. A defesa deles recorreu, mas, em fevereiro do mesmo ano, a 1ª Vara da Comarca de Marco manteve a decisão. O julgamento ainda não tem data definida.
Na última segunda-feira (23), a Justiça também manteve a prisão preventiva dos cinco homens capturados.
Em nota, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) informou que foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário o inquérito policial que apura as mortes. A CGD disse, ainda, que foi instaurado processo disciplinar para apuração na esfera administrativa, que permanece em trâmite.