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Professor de ioga uruguaio é denunciado por perseguição e assédio sexual contra mulher na praia de Canoa Quebrada

Segundo o Ministério Público, o acusado aproveitou a condição de instrutor para aplicar técnicas íntimas sem consentimento.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
26/03/2026 às 14h56
Professor de ioga uruguaio é denunciado por perseguição e assédio sexual contra mulher na praia de Canoa Quebrada
Foto: MPCE/ Divulgação

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou na terça-feira (24) um professor de ioga acusado dos crimes de perseguição e assédio sexual contra uma mulher na praia de Canoa Quebrada, em Aracati. O suspeito é natural do Uruguai e trabalhou como instrutor na região litorânea em 2023.

De acordo com a denúncia, o caso ocorreu em agosto daquele ano. O homem teria se utilizado da condição de professor "para obter vantagem sexual da vítima e passou a persegui-la após ela ter se afastado e recusado novas aulas de ioga".

Os dois se conheceram em uma viagem, quando conversaram e trocaram números de telefone. No mesmo dia, o acusado apareceu sem convite na casa da vítima, que morava sozinha e "estava com crises de pânico, em situação vulnerável", narrou o MP.

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"O denunciado ofereceu serviços como professor de ioga e ministrava as aulas na residência da mulher aplicando 'técnicas' íntimas de relaxamento, com conotação sexual, tudo sem consentimento da vítima, a deixando desconfortável e incomodada", aponta a denúncia.

Diante disso, a mulher se afastou dele e se recusou a continuar com as aulas. O homem passou a persegui-la, indo para a frente da casa dela todos os dias durante uma semana e enviando constantemente mensagens para ela.

A denúncia é um documento formal pelo qual o Ministério Público acusa alguém de ter cometido um crime, dando início a um processo penal.

Prisão em 2024

Um professor de ioga, natural do Uruguai, foi preso suspeito de estupro de vulnerável e crime contra a dignidade sexual em Canoa Quebrada, praia de Aracati, no litoral do Ceará, em setembro de 2024.

Na ocasião, o suspeito, de 62 anos, teria se aproveitado da vulnerabilidade das vítimas, que o procuravam em busca de cura. Ele fugiu do Brasil e foi incluído na lista vermelha da Interpol, sendo capturado ao desembarcar no Uruguai.

O Ministério Público do Ceará não confirmou que o suspeito preso em 2024 é o mesmo homem denunciado em março de 2026.