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Cinco suspeitos de aplicar ‘golpe do falso advogado’ são presos na Grande Fortaleza

As prisões aconteceram nos municípios de Pacatuba e Guaiúba após parceria das polícias civis do Ceará e do Pará.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
28/03/2026 às 08h37
Cinco suspeitos de aplicar ‘golpe do falso advogado’ são presos na Grande Fortaleza
Foto: Polícia Civil do Pará/Reprodução

Cinco suspeitos de aplicar o “golpe do falso advogado” foram presos nesta sexta-feira (27) durante a operação “Falso Patrono”. As prisões aconteceram nos municípios de Pacatuba e Guaiúba, ambos na região metropolitana de Fortaleza.

Durante as investigações, foi constatado que o grupo entrava em contato com vítimas por meio de aplicativos de mensagens, utilizando fotos de perfil de advogados reais, informando sobre uma suposta liberação de alvarás judiciais e convenciam as vítimas a pagarem antecipadamente despesas extras para liberar os valores.

Conforme a Polícia Civil do Pará, a organização criminosa usava os valores obtidos para financiar atividades criminosas de uma facção local na região metropolitana de Fortaleza. As prisões aconteceram após parceria entre as polícias civis do Pará — através da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP) — e do Ceará.

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Segundo o delegado João Amorim, titular da DECCEP, um dos casos foi formalizado em fevereiro de 2025, quando a vítima sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil. “Durante as investigações, constatamos que outros casos semelhantes também foram registrados nos Estados do Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia, envolvendo esta mesma associação criminosa de caráter interestadual, cujos valores somados revelam um prejuízo considerável para as vítimas”, explicou o delegado.

Os cinco suspeitos presos deverão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, sem prejuízo de outras tipificações relacionadas ao crime organizado.

Esquema interestadual

Com o avanço da investigação, as autoridades constataram que o esquema era operado por uma célula familiar baseada nos municípios de Guaiúba e Pacatuba. Os principais alvos e suas funções na engrenagem criminosa incluíam um núcleo de coordenação, de “laranjas”, de suporte logístico e digital e um operador técnico.

“Chegamos aos investigados através de uma minuciosa análise telemática que rastreou endereços de IPs, registros digitais bancários e uso de e-mails de recuperação compartilhados entre os envolvidos. Dessa forma, constatou-se que o grupo operava de forma coordenada, possivelmente com divisão de tarefas para dificultar o rastreio do dinheiro”, comentou o delegado João Amorim.

Segundo o titular da DECCEP, além das prisões, foram realizadas buscas nos imóveis visando coletar novos dispositivos eletrônicos que possam detalhar a extensão do esquema e identificar outras vítimas.

“Os recursos obtidos pelas fraudes sustentavam os conflitos territoriais para grupos criminosos responsáveis por homicídios e tráficos de drogas na região metropolitana de Fortaleza”, acrescentou o delegado.

As diligências seguem em andamento, para localizar um integrante do grupo criminoso que ainda não foi capturado.