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Fãs de Luan Santana denunciam golpe na compra de ingressos para show em Fortaleza

Vítimas afirmam que caíram em fraude a partir de um link falso em grupo de WhatsApp divulgado pela empresa oficial.

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa Fonte: G1 Ceará
10/04/2026 às 15h12
Fãs de Luan Santana denunciam golpe na compra de ingressos para show em Fortaleza
Foto: Reprodução

Fãs do cantor Luan Santana denunciam que foram vítimas de golpe ao tentar comprar ingressos para o show da turnê Registro Histórico, que será realizado no estacionamento da Arena Castelão, em Fortaleza, no dia 15 de agosto.

Segundo as vítimas ouvidas pelo g1, tudo ocorreu a partir de um "grupo vip" no WhatsApp disponibilizado pela Q2 Ingressos, empresa responsável pela venda. O golpe aconteceu após a abertura da pré-venda, na segunda-feira (6).

"Esse grupo foi disponibilizado no próprio site da empresa. Lá eles divulgavam informações sobre o show. No dia do início das vendas dos ingressos, colocaram um link nesse grupo informando que eram os últimos ingressos do 1º lote e iriam colocar com desconto antes e abrir para venda geral. Cliquei, verifiquei que tinha a marca da Q2 Ingressos e comprei dois vips por R$ 432", disse a auxiliar de biblioteca Giselle Moreira.

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Após fazer o pagamento via Pix, Giselle não recebeu os ingressos e percebeu que havia caído em um golpe.

"Somente os administradores podiam enviar mensagens nesse grupo. Tentei falar com eles, mas ninguém respondeu. Aí fui olhar o banco para onde tinha enviado o valor e descobri que era diferente do banco da venda geral", relatou a jovem.

Ela registrou um Boletim de Ocorrência, abriu uma reclamação em um site de reputação de empresas e conseguiu reaver a quantia. Com isso, a auxiliar de biblioteca usou o dinheiro para comprar os ingressos pelo site, no valor mais caro.

O motorista de aplicativo Samuel Sousa, que participava do mesmo grupo que Giselle, também foi vítima do golpe e teve um prejuízo de R$ 168 ao tentar comprar dois ingressos para a Pista Premium.

"O que me deixa indignado é que esses grupos não foram feitos por fãs. Estavam sendo divulgados pela própria plataforma da Q2 [empresa], no Instagram deles e no canal oficial do Luan Santana. Mesmo após os primeiros relatos de fraudes os grupos não foram desabilitados e mais pessoas ficaram caindo", falou Samuel Sousa.

O homem também registrou Boletim de Ocorrência, mas ainda não conseguiu recuperar a quantia. Para conseguir ir ao show, ele usou um dinheiro que estava guardado e comprou outros ingressos pelo site por mais do dobro do valor.

Além de Samuel e Giselle, outras pessoas da capital cearense alegam que também foram lesadas pelo "golpe do ingresso" e fizeram um grupo para compilar as denúncias.

O irmão de Tainá Monteiro, um estudante de 17 anos, que é fã do Luan Santana e tinha o sonho de ir pela primeira vez no show do ídolo, perdeu R$ 80 ao tentar comprar um ingresso na modalidade meia-estudantil.

"Chegou uma mensagem nesse grupo falando sobre aberturas de vagas para comprar ingressos de uma meia-social que já havia esgotado anteriormente. Ele emocionado, clicou no link, fez cadastro e pagou no Pix. Ele chorou muito, ficou bastante abalado, pois já vinha juntando esse dinheiro para ir ao show e depois não conseguiu mais comprar", relatou Tainá Monteiro.

Para evitar que outras pessoas passassem pela mesma situação, Tainá gravou um vídeo e publicou nas redes sociais como forma de alerta.

No mesmo dia do início da pré-venda, a página da turnê Registro Histórico fez uma postagem alertando sobre as fraudes e repassando alguns cuidados para os fãs. Na ocasião, várias pessoas comentaram na publicação que foram vítimas da venda falsa.

O g1 tentou contato com a Q2 Ingressos por telefone e pelas redes sociais, mas até a publicação dessa reportagem não obteve resposta da empresa sobre as denúncias de golpe no "grupo vip" disponibilizado nas páginas oficiais.

Investigações

A Polícia Civil do Ceará informou que apura denúncias de crimes de estelionato ocorridos em ambiente virtual.

Segundo a corporação, dois Boletins Eletrônicos de Ocorrência (BEO) foram registrados por vítimas que teriam comprado ingressos em uma plataforma, mas não receberam nenhuma devolutiva sobre a aquisição.

"Os casos são investigados pela 5ª e 12ª Delegacia de Polícia da Capital, unidades da PCCE que realizam diligências para elucidação", disse a Polícia Civil do Ceará.