
A criação de supermercados populares no Ceará começou a tramitar nesta semana na Assembleia Legislativa, por meio de proposta apresentada pelo deputado Renato Roseno (Psol). O projeto propõe a implantação de unidades com preços acessíveis, voltadas principalmente para famílias de baixa renda, com base em experiências já adotadas em outras localidades.
De acordo com o texto, os estabelecimentos poderão ser administrados pelo poder público ou por cooperativas conveniadas. A ideia é que os produtos sejam vendidos sem fins lucrativos, com margem destinada apenas à manutenção do serviço, o que permitiria reduzir significativamente os preços para os consumidores.
A proposta se inspira em iniciativas como os Armazéns Solidários de São Paulo e em modelos recentes anunciados em Nova York. Segundo o autor, essas experiências conseguem oferecer alimentos até 50% mais baratos que os praticados em supermercados convencionais.
O acesso aos supermercados populares seria restrito a pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Além disso, o projeto estabelece limites mensais de compras por CPF, levando em consideração o tamanho das famílias atendidas.
Outro ponto previsto é a implementação gradual do programa. A proposta inclui o mapeamento de regiões com maior concentração de famílias cadastradas e menor oferta de alimentos frescos a preços acessíveis, priorizando essas áreas na instalação das unidades.
O texto também prevê que o abastecimento das lojas priorize produtores locais e cooperativas rurais, como forma de estimular a economia regional. A medida busca, ao mesmo tempo, ampliar o acesso a alimentos e fortalecer cadeias produtivas locais.
Caso avance na Assembleia, o projeto ainda precisará passar por análise e possíveis ajustes antes de ser implementado no estado.