De acordo com a polícia, os suspeitos usavam aplicativos de mensagens para aplicar o golpe, se passando por advogados. A partir daí, eles atraíam as vítimas informando sobre falsos valores a receber em processos judiciais.
Para liberar os supostos valores, os golpistas exigiam pagamentos de taxas e tributos, segundo a polícia. Com o objetivo de passar credibilidade às vítimas, outros suspeitos ainda teriam se apresentado como servidores públicos, usando documentos falsificados e linguagem técnica.
Ainda conforme Thiago Oliveira, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais de Goiás, para realizar esse tipo de crime, os criminosos contam com cúmplices 'infiltrados' no sistema de justiça. Ou seja: verdadeiros advogados se aproveitam de suas credenciais para acessar dados sensíveis e capturar vítimas.
"São pessoas que, infelizmente, passam essas informações para que os golpistas possam atuar, inclusive orientando o que significa cada tipo de tributo e tentando criar o que a gente chama de engenharia social para convencer usando denominações dos diversos tributos existentes no país".
A investigação revelou um esquema organizado. Veja abaixo os núcleos usados na divisão dos integrantes, segundo a polícia:
- Contato com as vítimas;
- Simulação de autoridades;
- Movimentação financeira dos valores obtidos de forma ilícita.
