
A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro descobriu que traficantes do Comando Vermelho (CV) estão recebendo treinamento militar para operar drones de grande porte. O instrutor é um brasileiro que atuou como voluntário por pelo menos um ano na guerra da Ucrânia contra a Rússia. Ao retornar, ele passou a ensinar técnicas de guerra, logística e monitoramento aos criminosos.
A tática foi descoberta após a Polícia Militar filmar, no Complexo do Alemão, um treinamento onde cerca de dez pessoas cercavam uma aeronave de três metros de comprimento antes da decolagem. Avaliados em mais de R$ 200 mil cada, os equipamentos são modelos agrícolas de pulverização ou de carga, capazes de voar por até 12 quilômetros e carregar até 80 quilos — o equivalente ao peso de 20 fuzis do tipo FAL ou AR-15.
As informações reunidas pela inteligência da Segurança Pública indicam ainda que o ex-combatente presenteou Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos integrantes da cúpula do Comando Vermelho, com uma placa balística usada por ele próprio durante o conflito no Leste Europeu.
A polícia acredita que o treinamento com drones ocorre em áreas do Complexo do Alemão e do Complexo da Penha, locais apontados como esconderijos de parte dos principais chefes da facção ainda em liberdade.