
O açude Carmina, localizado em Catunda, está entre as 12 barragens do Ceará classificadas com prioridade máxima para recuperação, segundo o Relatório Anual de Segurança de Barragens (RASB), elaborado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O levantamento considera inspeções realizadas em 85 reservatórios ao longo de 2025.
De acordo com o relatório, o Estado reduziu de 26 para 12 o número de barragens enquadradas nesse nível de prioridade em comparação com o ciclo de 2024. Apesar de o termo chamar atenção, isso não significa que os reservatórios têm risco de colapso, mas a necessidade de reparos para funcionarem corretamente.
No caso do Carmina, o alerta se dá pelo acúmulo de anomalias menores. Atualmente, ele está com volume de 61,3% e tem capacidade máxima para 13 milhões de m³.
Segundo a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), a redução no número de barragens classificadas como prioridade máxima ocorreu não apenas pelas intervenções físicas, 307 anomalias foram corrigidas pelas gerências regionais no intervalo, mas a uma mudança na metodologia de fiscalização.
A Cogerh passou a utilizar a Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência), ferramenta que torna a análise mais precisa ao atribuir notas de 1 a 5 para cada critério. Com a mudança, uma barragem passa a ser enquadrada como prioridade máxima quando apresenta pelo menos uma anomalia considerada grave (nota igual ou superior a 4) ou quando o conjunto de problemas identificados ultrapassa 40 pontos na avaliação.