
O assunto que mais tem deixado a política cearense em polvorosa é o sumiço/ “mergulho” de Cid Gomes, que há dias está incomunicável, nem atende ou retorna contatos.
Assim como fez em 2022, ele subiu nestes dias ao seu sítio na Serra da Meruoca e recluso ficou, não somente se preparando a maratona eleitoral, mas principalmente para evitar a pressão que nele recai, quanto a candidatura do PSB ao Senado na chapa governista: dividido entre Camilo, Elmano e a maior parte do grupo, que o querem concorrendo à reeleição, mas sem alijar e romper o compromisso com Junior Mano.
Núcleo governista estipulou até o começo do mês para que a chapa estivesse montada e fosse anunciada, mas Cid discorda: quer aguardar até o último minuto para definir. Como disse em entrevista recente, que “chova canivetes”, mas não irá se dobrar à pressa e que deixará transcorrer até 5 de agosto.
Para aliados, Cid off 2.0 pode comprometer não só o andamento das negociações na majoritária, mas também aos deputados estaduais e federais, que precisam organizar palanques e acordos regionais e locais.