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Justiça Eleitoral volta a defender confiabilidade das urnas eletrônicas após novos questionamentos

Tribunal Superior Eleitoral voltou a negar qualquer interferência externa no sistema de votação e marcou nova reunião com representantes internacionais para apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
28/07/2026 às 16h46
Justiça Eleitoral volta a defender confiabilidade das urnas eletrônicas após novos questionamentos
Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a defender a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas após declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que questionou o sistema de votação brasileiro durante uma reunião com representantes diplomáticos. Sem apresentar provas, o parlamentar afirmou que as urnas utilizadas no Brasil seriam fabricadas por uma empresa supostamente envolvida em fraudes nas eleições da Venezuela, em 2012.

Em resposta, a Justiça Eleitoral negou qualquer interferência externa e reafirmou que tanto os equipamentos quanto os sistemas utilizados nas eleições são desenvolvidos e fornecidos pela própria instituição.

Utilizadas há 30 anos no processo eleitoral brasileiro, as urnas eletrônicas permitem que o resultado das eleições seja conhecido poucos minutos ou horas após o encerramento da votação. Apesar disso, o sistema volta a ser alvo de questionamentos a cada ciclo eleitoral, mantendo o tema no centro do debate político.

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TSE marca reunião com embaixadores para explicar funcionamento das urnas

Como resposta às declarações de Flávio Bolsonaro, o Tribunal Superior Eleitoral agendou para 17 de agosto uma nova reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais na sede da Corte.

O encontro será conduzido pelo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e dará continuidade às ações de transparência promovidas pelo tribunal para explicar o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.

Segundo a Corte, a iniciativa busca oferecer informações oficiais e documentadas à comunidade internacional antes das eleições de outubro, respondendo institucionalmente às informações divulgadas fora dos canais oficiais.

Missão internacional acompanhará as eleições

Além dos esclarecimentos públicos, o Tribunal Superior Eleitoral informou que as eleições de outubro contarão com uma Missão de Observadores Eleitorais.

Segundo o tribunal, participarão da missão representantes da União Europeia, da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlasul, do Carter Center, da Uniore e da Rojae-CPLP.

De acordo com a Justiça Eleitoral, a presença dessas delegações integra as ações de acompanhamento do processo eleitoral brasileiro e reforça a política de transparência adotada pelo tribunal durante a realização das eleições.