
Com a crescente frequência de eventos climáticos extremos, cientistas monitoram o avanço de um “Super El Niño”. Análises preliminares indicam que o fenômeno tem potencial para se consolidar como um dos mais intensos já registrados na história.
O fenômeno é provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, o que permite o deslocamento de águas aquecidas do Oceano Pacífico em direção ao leste. Essa alteração na temperatura do oceano desequilibra os padrões atmosféricos e causa impactos climáticos em todo o planeta.
No Brasil, o El Niño deve elevar as temperaturas na maior parte do país e agravar o risco de incêndios na Amazônia, associados à seca e à ação humana. O fenômeno também desencadeia impactos pelo mundo, como estiagem e queimadas na Indonésia, tempestades na China e nevascas nos Andes.
Para diminuir esses desastres, cientistas utilizam drones, sensores e inclinômetros na detecção de deslizamentos de terra, combinando tecnologia de ponta e conscientização comunitária para emitir alertas precoces.